domingo, 27 de maio de 2007

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“People are afraid of themselves, of their own reality; their feelings most of all. People talk about how great love is, but that's bullshit. Love hurts. Feelings are disturbing. People are taught that pain is evil and dangerous. How can they deal with love if they're afraid to feel? Pain is meant to wake us up. People try to hide their pain. But they're wrong. Pain is something to carry, like a radio. You feel your strength in the experience of pain. It's all in how you carry it. That's what matters. Pain is a feeling. Your feelings are a part of you. Your own reality. If you feel ashamed of them, and hide them, you're letting society destroy your reality. You should stand up for your right to feel your pain.”

Jim Morrison

Dor


Dor...
Medo...
Mistura atroz que me esmaga o peito.
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Tempo... desculpa!
Não é mais que desculpa!
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Que os relógios parem
Que os ponteiros se dobrem
Que o tempo morra!
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Morre tempo!
Deixa de me assombrar.
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E tu?
Porquê?
Diz-me porquê?

sexta-feira, 25 de maio de 2007

terça-feira, 22 de maio de 2007

Saudade


Os minutos não passam...
As horas não cedem...
Os dias parecem meses...
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O peito parece querer explodir.
Dos olhos nascem lágrimas que correm como rios.
No pensamento a mesma imagem... a mesma pessoa.
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O mundo parou de girar.
Nada tem significado.
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As palavras são apenas sons.
Os gestos são somente movimentos desprovidos de sentido.
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Quero sentir-te...
... ouvir-te...
... olhar-te...
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Sinto a tua falta.

domingo, 20 de maio de 2007

No entrelaçar dos dedos


O meu olhar perde-se nos fios de cabelo.
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No silêncio do beijo as almas unem-se.
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Mergulho na pele e bebo dEla.
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Na suprema fusão, os corpos unem-se e os dedos entrelaçam-se.
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A poesia nasce na dança dos corpos.
Versos são criados no abraço eterno.
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De súbito, o silêncio.
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Risos e sorrisos nascem nos rostos...
As mãos continuam juntas... e nunca se separam.

Noite



A noite desceu sobre a cidade.
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As ruas ficaram desertas e, aos poucos, as janelas vão sendo fechadas.
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Vagueio por caminhos escuros que me levam a lugares esquecidos.
Os lampiões apagam-se à minha passagem.
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Estou só.
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Os faróis de carros perdidos na madrugada cruzam o meu olhar.
Acendo um cigarro e caminho um pouco mais.
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O sono tarda a chegar...
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Decido regressar a casa.
De olhos fechados, talvez encontre o caminho entre o nevoeiro.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Sem palavras

Hoje o silêncio abateu-se sobre a escrita.
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Cada linha que escrevo me parece supérfula... um emaranhado de letras sem sentido.
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Procuro o rumo da frase... um caminho para o vício da escrita.
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Quero escrever sobre tudo... mas tudo se revela na ausência da escrita.

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Máscara



Hoje acordei profissional... Vesti o fato, fiz o nó da gravata e coloquei a máscara.
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Cheguei ao local de trabalho. Todos têm a sua máscara e todos gostam da minha... é mais fácil assim.
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Talvez se me vissem sem máscara tivessem medo de tirar a deles. Ou talvez mantivessem a sua máscara e gostassem na mesma de me ver sem a minha.
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Quanto tempo demora para que a máscara caia?
Seremos nós a própria máscara?
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Quero acreditar que não... sei que não... vou-me olhar ao espelho e ver se reconheço o reflexo.

terça-feira, 15 de maio de 2007

Mais um dia...


Acordei num torpor farto...

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O meu corpo recusava-se a avançar um só centímetro para fora do leito.

A minha mente estava presa aos sonhos e à almofada.

O toque irritante do despertador atiçava-me os sentidos.

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Queria esquecer tudo o que estava lá fora. Apenas me queria lembrar de ti.

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Levanto-me, por fim, da clausura... Os minutos passaram rápido desta vez.

O dia começa em breve... o fim espera-me na esquina.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

An angel falls...

Abrindo as asas...

Declaro, De Asas Abertas, este blog inaugurado.
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As penas negras e brancas do dia a dia serão os meus posts. Os rostos, as palavras, os sonhos e as lágrimas serão aqui depositadas para quem queira partilhar os meus voos.